"A mente que se abre a uma nova idéia jamais voltará ao seu tamanho original." – Albert Einstein
Sobre o autor
Estudante de física, natural de São Paulo, escrevo artigos sobre física e matemática, sempre procurando despertar o gosto das pessoas por essas ciências.
Esse experimento, realizado pela primeira vez em 1863 pelo engenheiro inglês William Armstrong, hoje é conhecido como o experimento do fio de água ou como experimento da ponte de água. Esse interessante fenômeno mostrado na foto acima parece desafiar as leis da física que conhecemos.
Dois recipientes contendo água destilada são colocados juntos e expostos a uma alta voltagem. Quando a voltagem atinge níveis críticos, uma ponte de água é formada entre os dois recipientes e, se os recipientes se separem, a ponte permanecerá intacta, criando a situação ilustrada na foto acima.
Normalmente o diâmetro da ponte de água criada nesses experimentos não passa de 1-3 mm contudo pontes de até 25 mm podem ser mantidas. A temperatura da água sobe de 20°C para 60°C, resultado da voltagem.
Georg Cantor nasceu em Saint-Petersburg, no dia 3 de Março de 1845, e passou a maior parte da sua vida na Alemanha. Como desde muito cedo revelou talento e gosto pela matemática, o seu pai decidiu que havia de ser um grande engenheiro. Quando fez onze anos a família mudou-se para Frankfurt e Georg foi enviado para o Instituto Superior Politécnico Grand-Ducal para estudar engenharia. Embora já sentisse não ser essa a sua verdadeira vocação, era ainda muito novo para se manifestar contra a vontade do pai e contrariar as ambições que a família tinha em relação a si. No entanto, ao fim de dois anos, mais certo das suas preferências e encorajado pelo afastamento da influência directa do pai, escreveu-lhe a pedir autorização para se tornar matemático, autorização que só lhe foi concedida dois anos depois quando estava já prestes a graduar-se. Georg ficou tão feliz que escreveu ao pai uma carta de agradecimento em que prometia fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para lhe provar que merecia a confiança que em si ele depositava e para que toda a família pudesse vir a orgulhar-se dele.
Em 1862 Georg viajou para Zurique para continuar os seus estudos, mas voltou para casa ainda nesse ano devido à morte do pai; ingressou em Setembro na Universidade de Berlim, para estudar Matemática, Física e Filosofia. Aí teve como professores matemáticos tão brilhantes como Kummer, Weierstrass e Kronecker.
Cantor doutorou-se em 1867, tendo ficado a leccionar Matemática numa escola privada feminina devido à falta de lugares disponíveis na universidade. Só dois anos depois ingressou na Faculdade da Universidade de Halle, uma instituição de ensino pouco prestigiada.
Cinco anos depois, com 29 anos de idade, casou com Vally Guttmann, de quem teve 6 filhos; passou uma lua de mel idílica em Interlaken, na Suíça, onde conheceu e se tornou amigo de um outro jovem matemático: Richard Dedekind, que dois anos antes tinha publicado a sua própria teoria sobre os irracionais.
Os dois homens passaram muitas horas discutindo as respectivas teorias, mas ainda mais importante do que a troca de ideias foi o encorajamento que deram um ao outro, uma vez que ambos eram relativamente desprezados, ou pelo menos indiferentes, ao resto da comunidade matemática e acabavam por receber a paga que recebem todos aqueles cujas ideias são demasiado geniais para a sua época: a relegação para posições obscuras e mal remuneradas.
Cantor publicou o seu primeiro ensaio sobre a teoria de conjuntos ainda nesse ano. O ensaio tinha sido apresentado e aprovado meses antes, mas um dos editores do jornal onde ele estava para ser publicado deliberadamente atrasou a sua publicação. O editor era Leopold Kronecker, um dos professores de Cantor na Universidade de Berlim, e este atraso não foi apenas uma questão de desleixo da sua parte: era um bocadinho de maliciosa censura académica e um bocado ainda maior de ciúme profissional.
Cerca de 1884, grande parte das teorias de Cantor tinham sido publicadas e quase completamente ignoradas, graças à conivência de Kronecker. Uma das poucas pessoas que não as ignorou foi um jovem escandinavo chamado Mittag-Leffler. Foi a ele que Cantor confessou todos os seus problemas, escrevendo-lhe durante um ano cerca de uma carta por semana a queixar-se da perseguição por parte de Kronecker. Mas, por essa altura, era já demasiado tarde. Os ataques agressivos de Kronecker tinham-se tornado insuportáveis. Cantor nunca tinha sido muito assertivo, na sua relação com o pai sempre se submeteu docilmente, e agora mais uma vez estava a ser submetido por outro ser humano. Tal como todos os dominados, perdeu completamente a sua auto-estima, ficou profundamente deprimido e perdeu toda a fé em si próprio e no seu trabalho.
Cantor nunca chegou a receber um posto melhor do que aquele que tinha em Halle pois estava já demasiado velho e doente para ir para outro lugar. Os seus ataques nervosos tornaram-se mais frequentes e mais prolongados, até ter sido obrigado a resignar-se. Com 72 anos de idade, Georg Cantor morreu num hospital psiquiátrico, no dia 6 de Janeiro de 1918.
O Último Teorema de Fermat, como ficou conhecido, tornou-se o santo graal da matemática. Vidas inteiras foram devotadas- e até mesmo sacrificadas- à busca de uma demonstração para um problema aparentemente simples. Várias pessoas tentaram demonstrá-lo mais não conseguiram até que surgiu, um professor de Princeton, Andrew Wiles, que sonhava em demonstrar o Último Teorema de Fermat desde que o vira pela primeira vez, ainda menino, ba biblioteca de sua cidade. Com medo da sucessão de fracassos de seus antecessores, durante sete anos publicou artigos sobre outros assuntos, de modo a despistar os colegas, enquanto trabalhava em sua obsessão. Em 1993, passados 356 anos desde o desafio de Fermat, Wiles assombrou o mundo ao anunciar a demonstração. Mas sua luta ainda não tinha terminado. Um erro o fez voltar às pesquisas por mais quatorze meses, até que em 1995 ele ganhou as páginas de jornais do mundo inteiro e 50 mil libras da Fundação Wolfskehl. ‘O Último Teorema de Fermat’ é a história da busca épica para resolver o maior problema de matemática de todos os tempos. Um drama humano de grandes sonhos, brilho intelectual e extraordinária determinação.