A classificação espectral de Harvard é um sistema que classifica estrelas em sete diferente classes se baseando em suas carecterísticas mais importantes como: massa, cor e nas linhas de Balmer do hidrogênio. As  classes criadas por esse sistema são: O, B, A, F, G, K e M.

 

Classe O

Estrelas dessa classe podem ser chamadas de supergigante azuis (como Rigel, na constelação de Órion).  Devido a seu monstruoso tamanho (que pode ultrapassar 15 sóis) seus reservatórios de hidrogênio são consumidos rapidamente. Em outras palavras, estrelas da classe O possuem um período de vida extremamente reduzido quando comparado ao de estrelas menores. Isso ocorre pois estas estrelas precisam utilizar muito hidrogênio para manter o equilíbrio hidrostático e vencer a força da gravidade que as tenta esmagar. Uma vez sem hidrogênio para a sustentar, a estrela colapsará em si mesma e explodira em um evento conhecido como super nova que poderá, ou não, acarretar na formação de um buraco negro ou uma estrela de nêutrons.

 

Classe B

Estrelas da classe B possuem muitas semelhanças com a classe O. Uma das mais notáveis semelhanças é  sua cor azul característica.  Assim como estrelas de classe O , estrelas de classe B duram relativamente pouco tempo. Como são gigantes acabam consumindo seu combustível rapidamente e assim colapsando rápido. Estrelas da classe B possuem aproximadamente 18 massas solares portanto quando morrem colapsam em explosões de super novas.

Classe A

As estrelas de classe A são consideravelmente menores que as estrelas de classe B e portanto vivem mais. Por possuírem massa menor que 4~5 massas solares não colapsam em explosões de super novas.

Classe F

As estrelas de classe F são potentes, com cor branca ou pouco amarelada e costumam ser estrelas da Sequência Principal. São caracterizadas principalmente por suas linhas de hidrogênio. Essas estrelas não são muito maiores que o Sol e sua temperatura é muito parecida com as encontradas no Sol.

 

Classe G

Estrelas da classe G nos são bem familiar, afinal o Sol pertence a essa classe. Estrelas pertencentes a esta classe quando chegam ao final de suas vidas podem se tornar gigantes vermelhas por pouco tempo antes de ejetarem suas camadas externas de gás, originando uma nebulosa planetária. A estrela, agora sem suas camadas externas de gás, é chamada de anã branca e poderá permanecer nesse estado durante bilhões de anos pois, por ser muito pequena pouco consome seu combustível restante. Isso é o que ocorrerá com o Sol em aproximadamente 5 bilhões de anos.

Classe K

As estrelas de classe K são alaranjadas e mais frias que o Sol ou com temperaturas similares. Ao terminarem sua vida, passam por um processo similar ao das estrelas de classe G.

Classe M

Estrelas dessa classe podem ser chamadas de anãs vermelhas e são os anciões do universo. Assim como as anãs brancas, resultado da morte de estrelas das classes G e K, podem emitir seu brilho fraco e avermelhado durante bilhões de anos.